sábado, 20 de agosto de 2011
Nós éramos vagabundos, eu matava aula pra te ver e você matava aula pra me encontrar. Éramos sem juízo, passava a noite em claro, se não ao teu lado, era pra em ti pensar. Era eu só. E você... não sei. Eu dava mais razões que você. E você dava mais desculpas que eu. Éramos por si próprios, e fazíamos coisas sem ligar pros outros. Eu sabia quase tudo, e você sabia menos que todos. Eu nunca repeti o ano, você repetiu cerca de três. Eu não era da rua, a rua era de você. Nunca tinha usado drogas, de todas você sabia o nome, nunca tinha andado só por ai, você andava só ou em bandos. Andei sempre na linha, você me empurrou para estradas. Nunca vi um proposito pra vida, você me mostrou de fachada. Contigo eu vi que poderia aprender que também dava pra ser feliz, e que a idade não importava, já que você tinha vinte, e eu vinte de mesada. A sociedade só falava, só matava, perturbava. E eu que não obedecesse, você não obedecia nada. Aprendi sim, mais que cálculos, mais que contas, que Einstein, e diagramas... Que se não fosse pra viver hoje, que perdesse a esperança. Éramos vagabundos, agora só restei eu, porque você se foi, meu bem, pra um destino, ou pro além, partiu me chamando de neném. Porem, eu não perco a esperança de te encontrar em um lugar bom, presentear você com uma flor, te abraçar e te lembrar de que você foi o meu primeiro amor.
Teremos nossa casa, te acordarei todas as manhãs com um beijo de bom dia e prepararei seu café da manhã para você ir trabalhar, teremos nossos filhos, que serão lindos se puxarem à você. Iremos criá-los juntos, contaremos a nossa história para eles. E um dia para os nossos netos. Quando envelhecermos estaremos juntos em nossa casa, com nossos netos correndo à nossa volta. E assim será, até nossos corações pararem de bater, até o sangue parar de correr em nossas veias. Mas sabe de uma coisa? Eu sei que isto demorará muito, ainda temos muito para viver um ao lado do outro. Muitos sorrisos e risadas serão dadas, muitas lágrimas derramadas e muitas lutas serão vencidas. E de uma coisa eu tenho certeza, no final, permaneceremos juntos. Quando o amor é verdade, nada é capaz de trava-lo. Certo? E acredite que quando eu digo que o nosso é verdadeiro é porque nunca tive tanta certeza de algo em minha vida. É tanta certeza que cheguei a um ponto de ter mais certeza que nosso amor é eterno do que certeza de que o céu é azul e as nuvens brancas. Então venha, me dê a mão e me prometa que será para sempre. Prometa que irá sempre me amar porque eu sei que este amor jamais abandonará meu peito.
Assinar:
Postagens (Atom)